| |
 |
| |

Filho
de Abílio Diniz, do Grupo
Pão de Açúcar,
Pedro Paulo Diniz chegou à
Fórmula 1 em 1995, pela inexpressiva
equipe Forti. Seu desempenho, contudo,
impressionou os dirigentes da Ligier,
que propuseram um contrato para
a temporada seguinte. No final do
ano, Tom Walkishaw, dirigente da
equipe, comprou a Arrows e levou
Diniz para o novo time, onde ficou
dois anos. Em 1999 foi a vez de
sentar no cockpit da Sauber, onde
ficaria por mais dois anos, até
abandonar as pistas. Diniz, então,
transformou-se em dirigente, voltando
ao Brasil, onde gerencia a Fórmula
Renault.
Atuando como manager do piloto Pedro
Paulo Diniz, José Carlos
Brunoro, esteve presente na F-1
de 1995 a 1999, nas 98 provas disputadas
pelo piloto.
Fórmula Renault
Não é exagero quando
o locutor Luciano do Valle diz que
a Fórmula Renault Brasil
se transformou numa universidade
do automobilismo para os pilotos
brasileiros. Trazida neste ano para
o país de maior tradição
em automobilismo do mundo, pelo
ex-piloto de Fórmula-1 Pedro
Paulo Diniz, a categoria vêm
encantando o público, pilotos
e patrocinadores. Só no último
Grande Prêmio nas ruas de
Vitória, a categoria levou
cerca de 70 mil pessoas às
ruas de Vitória, onde foi
montado um circuito em plena Enseada
do Suá.
O
sucesso da categoria escola em
todo mundo é tamanho que
antes mesmo do início desta
temporada de estréia em
Curitiba, no mês de abril,
os promotores do evento tiveram
que encomendar mais seis chassis,
formando um grid com nada menos
que trinta carros. Aos olhos do
amante por automobilismo tudo
parece mais fácil do que
realmente é, mas o promotor
do evento comenta que não
foi fácil juntar todas
as peças do xadrez. “Foi
complicado, exigiu bastante trabalho
por estar envolvendo tantas empresas
junto assim, mas a categoria está
de pé. A gente tem muito
que melhorar ainda e tenho certeza
que no ano que vem estará
ainda melhor”, diz Pedro
Paulo Diniz, referindo-se às
empresas presentes da F-1 como
Renault e Michelin.
Para
ajudar na produção
da competição e
estruturar a categoria no Brasil,
o ex-piloto contratou a Brunoro
e Cocco Sport Bussines. “O
Pedro Paulo Diniz tinha vontade
de estar ajudando o automobilismo
brasileiro, principalmente os
pilotos mais jovens e queria deixar
plantada não só
a ajuda para pilotos, mas também
para o automobilismo brasileiro
alguma coisa que fosse profissional
e tivesse uma cara de organização”,
explica o empresário José
Carlos Brunoro, que teve, junto
com o ex-piloto, menos de um ano
para colocar os carros nas pistas.
“Conseguimos fazer tudo
isso em tempo recorde, com toda
experiência do Pedro, a
nossa também e com a colaboração
grande da Renault”, afirma.
O
empresário destaca também
as características da categoria
que a coloca dentre as mais atraentes
em termos publicitário
e de corrida em virtude da grande
competitividade. “A maior
característica dessa fórmula
é que os carros são
exatamente iguais, dá para
se mexer pouco no carro e depende
muito da qualidade dos pilotos.
Então, a competição
é muito gostosa de ver.
Na parte de organização,
a gente mostrou para o Brasil
que o brasileiro tem condição
de fazer uma coisa bem feita,
organizada e planejada. Para isso,
contamos com a confiança
das equipes porque não
é fácil montar um
evento que nunca foi feito e ver
muitas inscrições
de cara”, diz.

Largada
no Rio
Com os investimentos garantidos
por cinco anos, Brunoro comenta
ainda que a temporada de estréia
está servindo como laboratório
e, para a felicidade do amante
de automobilismo, muita coisa
ainda irá melhorará.
“Essa primeira parte do
campeonato a gente solidificou
a parte de organização
e daqui para frente vamos pensar
no ano que vem. A nossa idéia
é reavaliar os lugares,
a possibilidade de ter mais corridas
ou não e quais foram os
pontos positivos e negativos”,
explica Brunoro, que comemora
o sucesso da categoria. “A
competição já
é uma marca dentro do automobilismo
brasileiro e estamos muito feliz
com tudo”, comenta.
|
|
|
|
|
|
|
 |